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sexta-feira, 9 de julho de 2010

o mascarado

























poderia tomá-lo como rei
e dizer entre a valsa
que seus olhos vazios
não me sustentam
mais sorriso
nem mesmo sussurro

foi o que me restou
nem sapato de cristal
sonho de menina
ou badalar de meia noite
o que ficou foi palavra
e chorei

pelo coro moído em surra
pelo dolo da ferida
que ainda sangra em ti
meu cavaleiro mascarado
sua chama e suas bolhas
seus colares de contas

daqui dedos cortados
e coitos interrompidos
daí mágoas assoladas
assistidas em olhos
de imagem no papel.

2 comentários:

Celso Mendes disse...

Poema doído, forte e intenso! Mas não calou, ficou a palavra que grita.

Belo!

Analuka disse...

Que a Arte cure (ou amenize) as dores e feridas!... Beijos pintados, menino telúrico.