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terça-feira, 6 de julho de 2010

me abril

























como quem chove nas pedras
mas hei de achar cura para o mal
que confessou ao pé do meu ouvido
é sua mentira perfeita que me quebra

já não fecho os olhos quando
me ama e quando me cega
queria eu ser pega no medo
que arfa a venta e cessa a fala

não rezo mais e estou presa
nos seus dedos contas do terço
que já não expiam-me devoção
aqui atolo-me nas heresias tolas

o reflexo do olho ingratidão
de conjugação oposta ao sim
créditos não me compram mais
só contas de lágrimas vazias

distante e tão perto me faz elegias
e tento respondê-las num ato falho
mas encontro-me só e tão vazia

tento me afastar desse tormento
orei meu abismo aos bárbaros
e eles ainda riram de mim

e se ainda consegue me ver
mate-me com ódio e fúria
que não quero mais nada de nós.

2 comentários:

Larissa Marques disse...

Sindri,
espero seus colares para que debulhe as contas
sinto falta dos olhares e dos absurdos que remonta
que de suas chamas
que de suas bolhas
sobre-me o consolo da palavra

Carmen Garrez disse...

Tudo é lindo aqui, tudo é mágico ..adorei este espaço de arte e luz ! beijos multicoloridos, menino demilnomes !