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sexta-feira, 9 de julho de 2010

ato V – pedra esfinge


























deposita sua confiança
em alguém?

se realidade
loucura
prazer
e silêncio
são convulsões
íntimas

como diferenciar
o bom e o ruim
sem referências?

seres não querem
decifrar-se
apenas devoram
e regurgitam-se
aprazes

o que há além
da dicotomia
monocromática
dos verbos
conjugados
em primeira pessoa
do singular?

2 comentários:

sérgio disse...

Talvez sonhe,
quem sabe um D. Quixote more em mim,
mas creio que no outro habite
um ser
ainda humano.

Lindos poemas!!!

Larissa Marques disse...

Obrigada, querido!