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sábado, 10 de julho de 2010

artificial




















já não suporto essa natureza frágil
que me inspira amores eunucos
e perfumes presos a lendas

tentei por anos retirar a bonequinha
loura e perfeita que me impuseram
velei e enterrei todas em meu quintal

e de certa forma elas voltam mortas
para atacar essas pequenas verdades
quem dera a beleza não valesse nada

tentei ser Monalisa de sorriso mestiço
sem adornos nos olhos, sem vaidades
seguem-me peitos sal e risos postiços.

3 comentários:

Nilson Moreno disse...

O blog está belíssimo. A parceria está bem bacana, percebe-se a sintonia.

Larissa Marques disse...

Acredito muito nessa sintonia, Nilson!
O Sindri me inspira e me faz pensar com suas imagens destruidoras de tão fortes!
grata por nos seguir! bjk!

sérgio disse...

A construção social e seus arquétipos de "beleza", limitam, aprisonam a diversidade do que realmente é BELO e independe da forma.
Lindo poema, adorei o blog!!
Abs