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sábado, 19 de março de 2011

descobri todo o sal




não me escondo
isso não...
é que por vezes
sou tão pequena,
biltre e gasta
que ínfimo-me

inexistindo
como se não existir
fosse um presente

perco-me
daquele
que julgo ser
e esmoreço
na procura
de quem não pude ter.


performance de Nayra Carvalho
e parceria na arte visual com Krista Yorbyck

Um comentário:

Analuka disse...

Esconder-se, mostrar-se, esconder-se... nesta oscilação, neste balanço ou dança vivem os sentidos, respiram os viventes, pulsam os sentires. Já que a potência e mágica do ser, e da arte, e da linguagem, e da poesia, estão nesta possibilidade de equívoco, de escolha, de in-decisão, de jogo, de re-invenção........... Bela foto, bonito poema, tudo agudo por aqui! Abraços outonais.