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sábado, 19 de março de 2011

aborto de sonhos



a cada momento morre
um filho do tempo
ele se esvai
pelo meio das pernas
da vida
enquanto ela grita
mas não de desespero
ou dor

sonhos são como segundos
nascem e morrem
entre desmundos
sustentam as rotas
sem atalhos ou desvios
encantam e recorrem
em desvarios
e a vida ainda berra
por ser molestada




performance de Nayra Carvalho
e parceria na arte visual com Krista Yorbyck

9 comentários:

Bruna Viapiana disse...

A vida se contenta em sentir!
Não diferencia dor de deleite pois sabe que tudo está na experiência.
Saboreia almas enquanto as cria em seu seio, é a verdadeira mãe!
Sabe melhor que todos quando é hora de parir ou partir, e assim sendo, nunca abandona.

Larissa Marques disse...

grata por comentar!

Celso Mendes disse...

uma vida a berrar em desespero e a dor imensurável de quem perde um sonho. lindo, intenso e forte!

só pra dizer "Te AMo!!" disse...

eu adoro...muito bom...
algo em paralelo na minha alma...!!

Anônimo disse...

Eu bem sei como é isso... fotografia e poesia exuberantes!!! Parabéns pelo trabalho artístico, vocês são uma maravilhosa equipe. Voltarei sempre...

Larissa Marques disse...

Celso,
a vida é um eterno parto, e nós que temos a prenhez na alma parimos versos!
Beijo, querido!

Alicia disse...

grita lá
dói aqui.

Manoel Magalhães disse...

Avesso... Sim, eis a palavra que traduz a poética de Larissa e Sindri, apelando para difícil empreitada: a de se olhar por dentro sem medo, deixando-nos com a sensação de Alice, que não sabia se era a queda que não tinha fim ou o buraco que não tinha fundo.

Larissa Marques disse...

Eu fico muito feliz com suas palavras, queridos!
Beijos!