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sábado, 19 de março de 2011

paineiras




resisti o quanto pude
à constância seca
ao vento do deserto
desisti do ser rude

a grama quase verde
o olhar deitado ponte
não leva a outro lugar
nem é o bastante

o inverno de Brasília
traz chuva de flores
olhares paranoados
e vísceras aluadas

meio-dia, Planalto Central
e alguém me assiste
é sol na catedral
e eu já desisti do riste

2 comentários:

Lara Amaral disse...

Lindo poema, adorei!

Larissa Marques disse...

obrigada, Lara!
beijo!