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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

penitência



















tão perdida a batalha do vivo
contra a dureza da vida
tão frágil planta
diante dos que acompanham
as águas fortes e correntes

que levam quase tudo
pedaços do corpo
levante da carne
o motim dos companheiros
e mal deixam a dignidade

um revolucionário
sobre a pedra dura
ignora a correnteza
o musgo verde brota
na esperança de sobrevier

talvez crescendo
talvez morrendo
e era só mais uma queda
diante de lutas perdidas
já não quer mais

dali de cima da pedra
ou do fundo do rio
aprecia a beleza
das floridas trepadeiras
ignorantes parasitas

ah, lançam suas flores
no vazio do vento
e desperdiçam energia
que não é delas
e sim das árvores velhas

pobre musgo feio
ramoso, de tão nojento
quase leproso
não traz força no belo
e sim a persistência do real.

5 comentários:

Sindri disse...

Tu força na palavra é sagrada! Larissa Tangerina.

Gabi Pardal disse...

Lindo demais seu blog... Adorei mesmo... to te seguindo larissa.
grande beijo,

Analuka disse...

As fotos do Sindri são fortes, embora fruto de um olhar compassivo e delicado... As palavras de Larissa contam uma história, inventada ou vivida, traduzida pelas letras , olhares e imagem, que teimam em viver, vibrar ou suspirar...

Parabéns a ambos, queridos!

Larissa, obrigadíssima pelo mimo dos livros, adorei e estou ansiosa para ler. Depois escreverei sobre as impressões e emoções despertadas. Beijos pintados!

Larissa Marques disse...

Beijo, a todos que comentaram!
.
Analuka,
obrigada, linda!
o Sindri me ensina a ser branda e eu o ensino a ser mais agudo, acho que é uma boa mistura.
beijos!

Sindri disse...

Estamos morrendo é fato. Mais temos o gosto da vida na boca...

Ana me ensina a ser brando, e Larissa me estimula a agudeza. É assim. Os círculos.