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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

não vê




















não vê
nada tenho de valor
nem esse grito tem apelo
e choro sem ter o que pedir?

agora sei o quem sou
observo esse pote vazio
sem vontades ou caprichos

naveguei por tantos mares
estou dura como pedra
de tão leve e oca
a onda me leva
e me traz
como faz
com todas as outras conchas.

2 comentários:

Analuka disse...

Querido menino poético telúrico, está belíssima esta série de fotos , amo as conchas, flores misturadas aos motivos marinhos!... Cheiro de sal e de sereia, sonhos e estrelas, os confins e recônditos do eu, de nós, de nossos medos e desejos!... Beijos e saudades.

Sindri disse...

Agradecido menina felina. Se sabes a beleza maior está no processo, e como as coisas são construídas... é tudo tão agudo, que nem cabe em palavras. Te vejo em breve, em cores sem fim desses lados de cá de SC. Beijos e saudades