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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

ensejo




o que me fura?
Tramontina

o que evito?
brincos e covas


buraco é o querer que ouso
nessas trovas frágeis

simulo gritos feitos à faca
talvez amores bordados
à mão

que pelo sim ou pelo não
sou forjada pela arma
a mesma que me fere
é a mesma que me esculpe.

4 comentários:

Alysson Rosa disse...

Versos muito belos! Divinos... Parabéns.

Juli Lima disse...

Belo poetar! Beijos poesia!

Larissa Marques disse...

Grata, queridos!

Anônimo disse...

Muito interessante todo o projeto, lindas imagens e textos. Parabéns a ambas. Boa sorte para o Blog, continuem com boas produções.

Francisco Pessegueiro - Portugal-Caldas da Rainha