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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

já que os silêncios

























aprofundaram-te a fala
que jaz, introspectiva
rogo que consiga eu me calar

pois não há por que de escrita
se não há ninguém para
interpretar

agasalha-te nesse ostracismo
forte e vicioso
que é ele que cabe
aos fortes de espírito
e sedentos de saber

fura esse engano torpe
que ilude os tímpanos
e alivia as dores

devassa as incondições
humanas
de enfrentamento da dor
e cataloga as incertezas
que habitam em tuas retinas

quem sabe daqui há dois mil
anos luz
descubram
Homo Sapiens sentimental
e comovam-se pois não passaria
de um homem-de-neandertal.

Um comentário:

Analuka disse...

Às vezes, o silêncio é tão eloqüente quanto centenas de palavras... e o ostracismo, pode revelar uma grande ânsia de troca e encontro... mesmo que traduzida num mergulho às profundidades abissais do ser: um dia, há de se voltar à tona, transformado, pronto para novos vôos e invenções! Beijos pintados e alados.